já publicarei o texto
Atualizado por Pedro Gurgel, às 6:15 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Pedro Gurgel Moraes
De Pierrot a nós
O aglomerado das pessoas o sufocava; a agonia sem razão consumia o seu corpo; o suor tentava afogá-lo numa insanidade infinda. Resolveu sair daquela loucura. Levantou-se, sem que alguém o percebesse.
Sentiu vontade de correr. Correu. Sentiu vontade de correr mais. Correu mais. Sentiu vontade de chuva: chuva!
Ele parou, abriu os braços e fechou os olhos. Decidiu ali que a chuva era para ser sentida, inclinou, lá, seu rosto em direção ao céu. E sorriu.
Uma rosa jazia solitária no chão. Naquele momento ele se perguntou porque eu coloquei aquela rosa lá, no entanto, nem mesmo eu sei o porquê. Seria um amor? uma paixão carnavalesca? por que, logo ali, em meio a uma história tão sem sentido, aquela rosa?
Foi então que descobrimos. Apareceu ali a criatura mais bela já vista, nem mesmo o narrador (eu) ousaria descrevê-la, até mesmo porque aquela garota apareceu na história sem que eu soubesse como, de onde, ou qualquer outra coisa.
A única coisa que se poderia dissertar sobre ela é que seus cabelos eram levemente ondulados, castanhos claro e iam até um pouco abaixo dos ombros; talvez também se pudesse falar de sua pele sublimemente amorenada do sol, ou de sua elegante altura mediana, ou de suas curvas perfeitas no seu corpo carnudo e delicado. No entanto, irremediavelmente, eu poderia falar daqueles olhos.
Ah! aqueles olhos... Não eram somente olhos castanhos escuros, não era somente um belo par de olhos, eram profundos, penetrantes. Eles, os olhos, enveredavam e desvendavam cada parte do corpo daquele garoto, até chegarem no coração daquele sutil amante, daquele sublime amado.
Me surpreendi ao sentí-la me desvendando, e, antes que eu pudesse fazer algo, o garoto já entregava a rosa com um beijo intenso.
Um minuto de silêncio...
Ele olhou-a pensando em fazer a pergunta, mas ela interrompeu o que nem começou:
- Íris - ele fez cara de assustado. Ela continuou - Íris vai ser o nome da nossa filha.
- É triste... - e mais uma vez foi interrompido.
- Não diga isso. Pierrot não sofreu à toa, ele o fez para chegarmos até aqui.
Um minuto de silêncio e de sorrisos.
- Sim! o primeiro filho vai ser mulher...
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
--------------------------------------------------------------------
a grande epistemologia da filosofia
por quê?
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
Atualizado por Pedro Gurgel, às 5:35 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Pedro Gurgel Moraes
O homem que não desistia
O homem que não desistia era nada a mais do que um sujeito distintamente normal. Tal distinção se dava, basicamente, por três razões: primeiro porque ele é a pessoa cuja mais erra no planeta em que reside (Terra); segundo porque, apesar de tudo, as pessoas sempre torcem por ele, acreditam nele; terceiro porque ele nunca desiste.
Não se sabe ao certo o motivo dele nunca desitir. O fato é que nem ele mesmo sabe, dado os conflitos internos dele, os quais são, por sinal, mais por indecisões do que por sentimentos propriamente ditos. Diz-se que essa sua indecisão nasce a partir da falação, uma vez que, em grande parte, ele pensa em voz alta (bastante alta, diga-se de passagem); e é daí que vêm os problemas alcançados por tal figura: hora ele pensa e quer isso, hora ele quer e pensa aquilo. E assim, talvez, se brota a persistência dele, afinal, o tal sujeito nunca desiste de tentar acertar, ou pelo menos de arriscar um conserto dos erros cometidos.
Enfim, independentemente do que se diga, tendo-se lido o que aqui, com verdade, foi escrito, esse é um bom homem (talvez...). Principalmente pelo que se percebe mas não se entende bem: ele erra porque é apaixonado; as pessoas acreditam nele e torcem por ele porque ele é apaixonado; ele nunca desiste porque ele é apaixonado.
Ele é apaixonado pela vida.
Ele é apaixonado por que ama.
Ele ama a vida.
Vida, para ele, é amar (ou amá-la).
Eu sou o homem que nunca desiste.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
--------------------------------------------------------------------
ontem
os problemas de hoje
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
"Esses blogs de quinta!"
Atualizado por Pedro Gurgel, às 10:55 PM.
Pedro Gurgel Moraes
Pedro Gurgel Moraes
Cartas engarrafadas
Enquanto navegava em meu barco de papel, sobre estes mares às vezes conhecidos, surgiu por entre os balançares das ondas uma garrafa. Pareceu-me familiar, embora fosse antiga. Não me contive, peguei a garrafa, vi dentro um papel, abri o papel, e li a carta:
"'Pra recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto'
Imagino eu que, agora concordando com Paulo Mendes, o amor de fato acaba. Acabe e recomeça; e recomeça e recomeça e recomeça.
Amo. Se esse amor vai acabar? Bem, não sei. Espero que não, mas acho que sim. No entanto, embora ache que ele acabe, ele vai recomeçar. Se é pela mesma pessoa? Também não sei. Acho que sim, espero que sim; e talvez isto seja amar eternamente: o amor acabar e, por um acaso, recomeçar pela mesma pessoa. Neste caso, Deus seria o acaso. Ou seria Deus obra dele? Ou seria ele, o acaso, obra de Deus? Bem, isso, mais uma vez, também não sei. Mas o amor eterno acredito ser filho do acaso. Se sou filho do acaso? Espero que sim, mas acho que não."
A carta não tinha assinatura. Estranho... A carta também me era familiar. De onde ela teria vindo?
Ah! É isso! ela veio do passado.
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
--------------------------------------------------------------------
A hora e o carrasco
Tic-Tic-Tic
A guilhotina está a cortar,
Tic-Tic-Tic
Aos sons nos meus ouvidos.
Tic-Tic-Tic
O algoz está a dilacerar-me a anatomia,
Tic-Tic-Tic
Carrasco grotesco que a todos arrebata.
Tic-Tic-Tic
Pessoas imploram-lhe clemência,
Tic-Tic-Tic
A chorar, ele engole cada uma delas.
Tic-Tic-Tic.
Tic-Tic.
Tic.
É hora de acordar...
Um Aluno da Escola da Vida.
Amante da Mulher Mais Bela.
Navegador dos Mares dos Sonhos.
--------------------------------------------------------------------
Este post foi atualizado às 23h e 35min da quinta-feira (07/02/2008) segundo o horário de Fortaleza. Portanto, ainda constitui num blog de quinta. (quinta categoria?)
Atualizado por Pedro Gurgel, às 12:38 AM.